Saturday, 19 September 2015

Cravo Vermelho

Cravo Vermelho 



Muito nos foi tirado,
E muito nos foi dado.
Muito nos foi proibido,
E muito nos foi ensinado...

Ao som do amanhã, tocamos as notas do nosso hoje,
Compondo a melodia da nossa trajetória e nossa vida.

Perdemo-nos, resistimos e ao fim nos achamos,
e quando pensávamos estar só, desfalecidos,
em nossas pausas musicais
Era-nos saciada a sede, 
e mesmo que os nossos lábios quisessem tocar o céu
Eram embebidos com lágrimas dos sobreviventes.

E quantas vezes não nos era mais permitido viver,
e nos restava correr, fugir e esconder,
porém lutávamos,
pois por mais duro e cruel que fosse o despertar dos nossos sonhos,
Eram capazes sim de quebrar nossos ossos,
Mas jamais foram capazes de penetrarem nossa alma:
Na esperança éramos fortes.

Ao que nos foi tirado,
Vimos muitos partirem sem dizer "adeus"
E os que ficaram, 
Seguramos firmes uns aos outros, e...
E cantamos...
E sorrimos...
E choramos...
E sobre-vivemos...

E agora, por mais que tentem nos esconder
e que por alguma razão temam nossa existência,
Fomos eternizados por nossas memórias 
e os nossos passos jamais se apagarão nas areias da praia da vida.

Nossas vozes hoje falam mais alto
Na voz daqueles que hoje lutam a nossa causa.
E trazemos a certeza que
"Na Alvorada venceremos" 

- Juca de Abreu -

Wednesday, 30 April 2014

Impressões

O ato de pedir opinião sobre uma outra pessoa pode ser catastrófico. Toda visão que se tem sobre um ângulo, pode ser um ângulo diferente que se tem para cada visão, mesmo sabendo que toda opinião nunca vem só, a bagagem de informações é sempre parcial, vem acompanhada de experiências, sejam elas boas ou ruins, emoções que variam a todo momento e pensamentos que são sempre influenciáveis o tanto quanto são influenciados.

Então prefiro eu mesmo tirar minhas próprias conclusões, e pode ter certeza, caso eu necessite de alguma informação ao seu respeito, perguntarei a você mesmo! O mundo carece de pessoas fiéis à suas opiniões e conclusões sem intervenção de outrem evitando assim a transmissão viciosa de impressões incorretas.

Eu gosto do face to face, gosto da interação humana, ainda que assustadora, pois mesmo com medo, assim que é legal tendo a oportunidade de conhecer um ao outro de verdade. Sabe a vida é muito curta! Ontem eu tinha 20 e dormir e acordei com 30, amanhã terei 40 e dai pra frente, fode tudo. E eu descobri que a gente cria muito obstáculo para viver e muito mais resistências para ser feliz, uma vez que tudo isso é gratuito.

Eu quando falo disso, quero deixar claro que não me refiro a idade, até porque eu amo ter 31. Refiro-me ao fato de que cegamos nossas mentes com ideologias hipócritas e uma vida cheia de valores falsos, onde muitas vezes somos forçados a ser assim, seja devido a sociedade que convivemos ou pela criação que tivemos. Eu entendo isso, mas não aceito! Não aceito porque se essa realidade dificulta muito mais o ato de nos entregarmos por inteiro pelas coisas que almejamos, imagina o impacto que isso não causaria no simples ato de querer conhecer um novo alguém?

Conforme a gente cresce e amadurece e se tem novas experiências, percebemos que a vida é mais do que se mostra na TV. É por vez mais fácil de se bloquear a essa alienação e ter uma liberdade da mente humana. Quero por fim fazer um apelo e relembra-lo de algo: "A televisão imita a vida e não o contrário!"

Na alvorada venceremos.


William Renato

Location:Rua São José dos Campos,Brazil

Monday, 24 March 2014

Intensity

By William Renato

Eu adoro quando isso acontece, quando a minha razão passa a ser a sensibilidade de coisas muito mais profundas em minha vida, porque de vez em quando é sempre mais prático quando a emoção fica a parte de algumas decisões. Não estou me referindo aos outros, quando se trata de nós mesmos a situação não é nem um pouco diferente, a dor é a mesma e acredite é uma dor infernal, porém do jeito que ela tem que ser, sem exagero ou sem facilitação, até pelo fato de que sempre defendi a idéia de uma qualidade de emoção peculiar e singular, então se a bola da vez é a dor, que ela venha. Sou honesto com os meus próprios sentimentos.

Entramos na chuva para nos molharmos e se doeu é porque eu estava curtindo, eu estava me permitindo e estava vivendo. Não tenho medo de ser quem eu sou e viver minhas loucuras, tais como elas são, são parte de mim, são outro eu. As coisas acontecem e nem sempre podemos conduzi-las da forma com que queremos que caminhe, o que também não significa que temos que limitar as possibilidades, o mundo é cheio delas, nem tão pouco podemos determinar a conduta alheia porque o que vem do outro é do outro. Eu guio os meus passos e vivo a minha vida, com minhas escolhas, conquistas e minhas frustrações.

Aprendi com o tempo que a gente só dá o que a gente tem. Eu tenho carinho, conteúdo, atitude e amor, quem perde é quem nunca soube apreciar essas virtudes, quem ficou cego com qualidades superficiais e que quiseram se deliciar apenas de belas formas, contudo mantenho minha calma, pois ainda é cedo amor, eu não perco o meu precioso tempo desperdiçando minhas emoções, apenas comecei a viver. Eu sei apreciar a intensidade e unicidade de cada momento, é como diz o sábio Fernando Pessoa em um trecho belíssimo de sua obra: “Intensidade” que diz: O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Defendendo essa idéia, eu digo que se entregar ao momento é tão bom quanto necessário, aprenda dar tempo ao tempo e viver um dia de cada vez. Precisamos falar mais das coisas do coração e deixar o coração falar por nós mesmos, isso ajuda a descansar a mente.

Sunday, 25 August 2013

Pensamentos livres


Pensamentos livres
By Juca de Abreu

São estranhos os pensamentos que ficam sobrevoando minha mente. Eles são similares à idéia de ter tudo ao redor, mas com a sensação de nada precisar ter, a não ser o desejo profundo pela vida em sua totalidade e em sua essência. Creio que a vantagem de ter coisas e pessoas ao nosso entorno nada mais é que uma doce e curta emoção vazia de uma necessidade, ou seja, a superficialidade de tudo e como num todo, é notável ressaltar que uma vida irreal ( para alguns que assim a vêem ) é a mais pura e sincera realidade almejante de uma alma.

De fato, princípios e valores diferentes explicam muitas vezes as grandes lacunas que existem em nossa vida. A intangível relação entre a razão e emoção é a chave para desvendar inúmeras incógnitas, isso, se conseguido achar um ponto concomitante a qual possa-se firmar então um ponto de equilíbrio, ou seja, é o momento em que a razão passa a ser a sensibilidade de coisas muito mais profundas.

O anseio por essa ponte de equilíbrio gera um isolamento interior intensificando o prazer de viver. É um longo caminho até a enorme e transbordante certeza que a busca por uma liberdade interior, o desapego a coisas e pessoas leva-nos ao conhecimento próprio, ou seja, o auto conhecimento, onde é preciso regular no termômetro vital o mercúrio da racionalidade, sem suspeitar que nos momentos em que trabalhamos a todo vapor, suspeite-se menos ainda que a razão jamais é fria e sem paixão, só pensando o contrário quem não alcança na reflexão o miolo propulsor e para ver isso é preciso ser realmente penetrante, ser inteligente não é o bastante, só o suficiente. Isso prova que tudo aquilo que seja antagônico, na verdade possui uma ligação.

Acredita-se que essas realidades em nossa vida podem ser consciente ou inconsciente, diz-se então, que visões opostas também refletem atitudes que justificam uma posição obtida por conseqüência de algo totalmente racional como também emocionalmente. A inutilização de uma gera consequentemente a ausência da outra, de certo, lamentavelmente é algo muito grave. Considerando o histórico nesse termo, deve-se possuir informações necessárias e suficiente para o entendimento de ambas.

Contudo, o que conta mesmo na vida é a qualidade de uma decisão. Se fizéssemos com que o nosso metafísico tocasse o chão, veríamos que o mundo só exige soluções racionais, onde pouco importa que sejam soluções limitadas, importa sim, que sejam a seu tempo as melhores.

Favónio

Que sopre para longe Obscura solidão oh favónio E que, ao por do sol a beleza do sorriso ao acaso: ocaso! Fixando se no horizonte lindos desenhos ténue. E das nuvens brincando: bocas, sorrisos e olhos moldados... E desse sonho, realidade apertar, apalpar, sentir cute ou seja: você!

Dúvidas

Ah, que confuso!

Parece me que quanto mais perto eu estava de encontrar o que estava perdido dentro de mim, eu me perdia dentro daquilo que estava fora e sem conseguir entrar, cabia me por enquanto, saciar me com o que tinha, até que fosse me confiado algo a mais daquilo que eu buscava, ou seja, da respostas que nunca tive a respeitos das perguntas que nunca havia feito, mas eu estava tão perdido que nem lembrava me mais dessas nuanças.

Mas o desejo de descobrir o que tudo aquilo significava era muito maior que o meu medo da frustração ou rejeição, então eu optei pela busca, o desejo de saber o que era aquele sentimento. Por fim, descobri que eu não era nada mais do que eu mesmo e isso me bastava!

Eu escrevi esse pequeno texto 8 anos atrás. Hoje eu sei qual eram essas dúvidas e esses medos. Com o passar dos anos, eu soube reconhecer e administrar todos esses sentimentos que estavam dentro de mim, que tanto me assustavam. Hoje eu sei quem eu sou e o que sou capaz, e mais lindo do que qualquer outra coisa, o amor que sinto por mim é imensurável.

Não sou auto suficiente, nem tão pouco cheio de mim mesmo, como se eu fosse o último de minha espécie, mas não sou como os outros. Sou único e diferente.

Quanto mais o tempo vai passando, outras dúvidas vão surgindo, e vou amadurecendo!

Saturday, 10 August 2013

SIMPLEMENTE EU


Deveria ser assim, raramente enganar-me ao se tratar de mim mesmo, mas o confuso toma-me.
Vendo as coisas tudo como eu as vejo, aos olhos de meu mundo, nada se poderia dizer absolutamente senão que sou um ser-outro, inacessível e que tão pouco se possa ser compreendido.
Para muitos que não são capazes de me alcançar, diria que aos olhares soslaio, vêem me com atributos negativos, o que é uma pena, pois para esses não será dada a oportunidade de me conhecerem, simplesmente como eu sou.